05 junho 2014

Restaurantes que já são de casa

Sabe aqueles restaurantes em que você tem certeza de que vai encontrar uma comida gostosa e vai bater papo porque todo mundo que já te conhece? Bom, esses são alguns dos meus cantinhos especiais em São Paulo - onde me sinto como se estivesse na copa da minha própria casa.


* Madadayo - rua Frei Caneca, 821, esquina com a rua São Miguel - (11) 3259-9537
A feijoada de lá é garantia de um bom sábado! Mas antes pedimos uma porção de fritas e, claro, uma boa cerveja de casco. Afinal, no sábado pode! E é papo bom na certa. Nossa conta sai sempre R$ 70,00 (o casal). Ah, também recomendo os PFs - caprichados e com ótimo custo-benefício.

* Jiquitaia - rua Antonio Carlos, 268 - não abre de segunda-feira à noite - (11) 3262-2366
Janto lá quando quero comida brasileira bem feita e com um toque especial. Peço o peixe cru com batatas doces de entrada (marinado como um ceviche); o pene ao limone com palmito e agrião como prato principal; e o brigadeiro de sobremesa. Eles fazem um menu combinado de entrada + prato + sobremesa por R$ 55. A nossa conta (casal), com bebida, sai em geral R$ 140.

* Cantina do Sargento - rua Pamplona, 1354 - (11) 3884-9283
Sou apaixonada pela salada da casa, que, na versão mini, serve bem um casal. Se ainda sobrar espaço no estômago, atacamos o capeleti verde aos quatro queijos (meia porção também é suficiente para o casal, mesmo sem a salada). Não esqueça de provar as torradas de alho: no dia que eu conseguir fazer igual, coloco a receita aqui no blog. Vale a pena ir com mais gente - se formos só nós, sempre sobra comida para o dia seguinte. Em quatro pessoas, a conta sai em geral R$ 50 por pessoa. E uma das vantagens é que fecha tarde, depois da 1h da manhã.

* Rosima - rua Pamplona, 1738 - (11) 3887-3165
Esfihas, babaganuche e homus impecáveis. Adoro as esfihas de carne (aberta, fechada ou massa folhada) e a de ricota fechada. O lugar é apertado, mas a comida compensa. Em geral, com entradas e esfihas, gastamos R$ 50 (o casal). Também vale levar para casa - eu costumo comprar o pão-folha em vez do pão sírio para comer os patês em casa. Também pode encomendar as versões mini quando receber convidados - bem selecionados, porque não é barato, não.

* Al Makazam - rua João Gomes Junior, 113 - (11) 3731-5083 - fica no Jardim Bonfiglioli
Esse restaurante árabe comandado por dois irmãos que seguem as receitas da família foi uma surpresa para mim! Escondido no Jd. Bonfiglioli, é conhecido por poucos fora do bairro e tem uma cozinha caprichada e com ótimos preços. Merece ser provado e repetido! As esfihas têm massa fininha, os pratos são muito saborosos, a salada fatuche com sumac é provocante. Nunca deixo de pedir o quibe de batata coberto com fatias de cebola douradas no azeite. O melhor dia é sexta-feira, quando servem um festival com entradas, esfihas e um pouquinho de cada prato. Ah, também tem o melhor quibe cru que já comi! O almoço no festival sai por cerca de R$ 30 por pessoa. Vale cada centavo!

* Habañero - Rua Alfredo Pujol, 1765, esquina com a Maria Curupaiti - (11) 2950-8219 - Santana
Admito que o que me fez experimentar esse restaurante foi o jardim com mesas, que dá para ver da rua Maria Curupaiti. O ambiente é interessante, mas agora volto pela comida! Recomendo as fajitas de noix uruguaio, que você monta com diversos acompanhamentos. E a quesadilha de carne, queijo e jalapeños, uma combinação perfeita. O suco é natural, servido em jarrinhas, o que infelizmente parece estar entrando em extinção nos restaurantes de São Paulo, mas continua vivo aqui. A entrada de batata assada (Potato Skin) com chedar e bacon ganhou meu namorado - eu ainda prefiro a batata com chilli. Nosso jantar em geral sai por R$ 100 (casal), sem bebidas alcoólicas. Detalhe: coma os pratos "mexicanos". Não recomendo a costelinha de porco, por exemplo.

* Hooker - Rua Fernando de Albuquerque, 89 - (11) 2309-2089
O tema do bar é perfeito: Blues, Burger e Beer. Como adoramos os três, resolvemos experimentar - na época em que o agito da rua Fernando de Albuquerque se concentrava na esquina com a Augusta, no lado mais descontraído, ou em frente ao Mestiço, no lado mais chique. Hoje, dois anos depois, o Hooker e o quase vizinho Dona Teresa já modificaram o pólo de concentracão de pessoas para o meio da rua. E não foi à toa: no caso do Hooker, o Cesinha conquistou nosso coração com sua simpatia e com o BBKing - um hambúger enorme, com queijo, picles, bacon, cebola, maionese - e tudo mais que torna esse sanduíche uma perdição! A batata também é muito bem servida e fica melhor com a maionese de jalapeño que eles preparam. Só acho a cerveja cara, porque a conta dá uns R$ 70 a 100 por pessoa quando a noite se estende madrugada a dentro. Ou a gente bebe muito mesmo.

PS: não estou ganhando nada para escrever esse post. Se um dia eu receber de algum restaurante ou marca, vou contar para vocês. Não é propaganda. Falo desses lugares porque realmente acho deliciosos.

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Arroz com feijão

Eu não ia colocar as receitas de arroz e feijão aqui no blog, afinal todo brasileiro nasce sabendo fazer arroz e feijão, certo? Mas daí eu pensei: quantas vezes eu queimei a cebola do arroz? E deixei o feijão boiando num caldo aguado e amargo? Arroz e feijão também se aprendem, então por que não compartilhar o que aprendi com tantos erros?

Claro que não acho que exista uma receita apenas de arroz e feijão. Eles são a matéria-prima da culinária brasileira e, por isso mesmo, provavelmente os pratos que mais variam de uma casa para outra. Esse é o jeito que eu faço aqui em casa. Bom, na maioria das vezes, pelo menos.


Pela ordem: O Feijão

Sempre começo pelo feijão porque ele demora mais. Em geral, compro o feijão carioca (aquele pequeno, bege, com listras marrons) ou o rajado (maior, com listras mais avermelhadas). E cozinho para seis porções (nosso jantar de hoje, marmita de amanhã e jantar de amanhã).

NA PRESSÃO
1 xíc. de feijão
6 xíc. de água (para o carioca) ou 7 xic de água (para o rajado)
1 fio de óleo.

NA PANELA / Frigideira
+- 60g de bacon picado
1 linguiça (cozida e defumada) picada
1/4 de cebola picada
1 dente grande de alho picado fino (ou 2 pequenos)
sal a gosto

1) Escolha o feijão (eu tiro os grãos furados, estragados e algum grão que não seja feijão). Lave e coloque na panela de pressão com a água e o fio de óleo. Tampe e leve ao fogo alto.

2) Quando a panela pegar pressão (o vapor começa a sair pela válvula e faz aquele barulho típico de panela de pressão), abaixe o fogo e cozinhe por 40 minutos.

3) Enquanto o feijão cozinha, pique os outros ingredientes (eu também começo o arroz, mas isso você vai ver abaixo). Quando acabarem os 40 minutos, apague o fogo e tire a pressão da panela para poder abrir.


  • OBS: O feijão deve estar com os grãos cozidos (mas não desmanchados) e com um caldo marrom ainda um pouco aguado, não pode estar seco. Se não estiver cozido e ainda tiver água, tampe de novo e cozinhe por mais tempo. Se tiver caldo demais, ferva um pouco com a panela aberta mesmo. Se estiver muito seco, coloque mais um pouquinho de água quente, mexendo bem. O importante é que você ajuste as medidas e o tempo para sua panela, para o seu fogão e para o seu feijão da próxima vez. Para mim, assim funciona muito bem ;-)


4) Numa frigideira grande, coloque todo o bacon. Eu começo com o fogo baixo, para derreter a gordura do bacon. Depois, quando uma parte da gordura já está líquida, eu aumento o fogo para que ele frite "nele mesmo". Quando começar a encolher e ficar crocante, coloque a linguiça.

5) Quando bacon e linguiça estiverem praticamente prontos (mais uns 3 minutinhos), abaixe o fogo, coloque a cebola e refogue até ela ficar transparente. Daí acrescente o alho e deixe por um minuto, antes que fique dourado (ele dá uma amargada no feijão se queimar).

6) Hora de misturar o feijão. Eu transfiro o feijão para a frigideira, aos poucos, para ele incorporar o tempero e o caldo engrossar. Coloco sal. Mexo uns minutinhos e apago o fogo! Está pronto!

  • PS: Ah, eu não uso folha de louro. Não faço a menor questão e acho que uma folha é muito para uma xícara de feijão.

MINHAS NOTAÇÕES: eu anoto as receitas no papel de forma esquematizada, assim eu bato o olho e já sei o que fazer. Veja se funciona para você:




O Arroz

Uma xícara de arroz, para nós, também rende seis porções.

  • Ok, as xícaras variam de tamanho de cozinha para cozinha, eu sei... Infelizmente não existe uma padronização universal nem para os medidores de xícaras - cada um vem com um volume diferente! Para dar um parâmetro, a xícara que eu uso tem 200 ml.

1 xíc. de arroz (lavado)
2 xíc. de água
1/3 de cebola picada
1 dente de alho pequeno picado
1 fio de óleo
Sal a gosto (uso 1/2 col. de chá)

  • Se para você picar cebola é uma tortura, vou dizer como eu faço (depois que comecei a fazer assim, nunca mais chorei cortando cebola.) Espero que funcione para você. ;-) Eu seguro a cebola pelas duas pontinhas e corto ao meio. Imediatamente viro a parte aberta da cebola para a tábua. Em seguida, pego uma metade e faço um corte na casca para tirá-la. Daí pico a cebola, começando paralelamente à tábua e aumentando o ângulo, fazendo como se fossem os raios de um semicírculo (que é a cebola). (Ok, com o vídeo vai ficar mais fácil entender.) Depois corto na outra direção, com a faca em 90 graus com a tábua. E corto novamente só os pedaços do meio, que vão ficar compridos. De tudo, o mais importante é manter a cebola para baixo e unida, para não soltar o composto volátil que vai se transformar em ácido sulfúrico no seu olho e te fazer chorar! ;-)

1) Despeje um fio de óleo na panela, coloque a cebola e acenda o fogo baixo. Deixe refogar até as cebolas ficarem transparentes. 

2) Acrescente o alho, sempre por cima da cebola, para não queimar. Deixe um minutinho. 

3) Coloque o arroz na panela, mexendo sempre, por uns 2 minutos (você vai perceber que o arroz passa a formar blocos, sinal de que está bom).

4) Coloque o sal e a água. Tampe e deixe cozinhar até toda a água evaporar. Simples, não? 









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