26 agosto 2009

Rosti com o que sobrou dos queijos...

O que sobrou dos queijos na semana passada virou Rosti ontem. Para quem não conhece, esse é um prato suíço feito com batata ralada. Comi pela primeira vez numa viagem que fiz a Penedo, com a minha mãe e meu irmão, há uns 10 anos. A batata ralada era colocada na forma de um bolinho e recheada de queijo e bacon, se me lembro bem. Foi uma sensação única e tentei chegar a uma receita parecida desde então. Hoje é mais fácil, porque dá para encontrar rosti em vários lugares de São Paulo - até em shopping, já que o restaurante do Viena lançou uma linha de rostis. E há casas especializadas nisso também.

Em alguns lugares em que comi, eles usam a batata crua e fritam imersa em óleo. Não gosto muito porque a casquinha fica muito dura, como batata palha mesmo. Já fiz assim e acho um pouco desagradável, fica quebradiço demais. A receita que cheguei agora acho mais gostosa. Vamos lá:

1 - descasque as batatas e coloque para cozinhar na água.
2 - tire antes de amolecer. A parte externa pode estar um pouco macia, mas é importante que a batata ainda esteja bem firme
3 - deixe esfriar um pouco (para ser mais rápido, coloco numa vasilha com água e gelo)
4 - rale a batata no ralador grosso (o ideal é que a batata esteja firme justamente para não virar purê quando ralar)
5 - coloque no freezer
6 - pique os ingredientes do recheio - no caso, usei os queijos grana e gorgonzola, além de cream cheese e parmesão ralado grosso. Outro recheio que adoro é linguiça e queijo coalho.
7 - pique cebolinha ou rale um pouquinho de cebola (só se quiser, nem sempre eu ponho)
8 - tire a batata do freezer e misture com o queijo parmesão e com a cebola/ cebolinha.
9 - monte num prato: batata + recheio + batata. Eu costumo fazer com até 20 cm de diâmetro e uns 4 ou 5 cm de altura
10 - derreta manteiga numa frigideira, o suficiente para passar em todo o fundo.
11 - frite de um lado até ficar dourada. Vire e frite do outro.

Agora é só comer. Fica divina!

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Queijos e vinho na medida certa

Como já deve ser óbvio, sou apaixonada por queijos. Simplesmente adoro e acho que combinam com quase tudo! Na semana passada, fiz um queijos e vinhos com meu namorado e foi perfeito! Para acompanhar, usamos basicamente pedaços de pão sírio levemente esquentado no forninho.

Dessa vez, compramos os queijos na medida certa: um grana (acho que foi o Gran Formaggio - suave e com a textura ótima), um gorgonzola (Montagnard - talvez o melhor nacional que eu já comi), um brie (Bonjour de France - vale cada centavo).

Ah, e eu vinha procurando um livro sobre queijos e nunca gostava do que via... Agora achei um bom, chama o Manual Enciclopédico do Queijo, da Juliet Harbutt. O livro explica alguns modos de fabricação dos queijos, as diferenças entre os tipos de leite, como combinar com alimentos e bebidas etc... Depois vem a parte enciclopédica, com detalhamento de queijos de todo o mundo. E no fim vêm as receitas tradicionais. A tradução é de português de Portugal, o que torna a leitura no mínimo curiosa. Mais tarde vou postar o que o manual diz de cada queijo que comi na semana passada, para vocês terem uma idéia das informações que o livro traz. Recomendo.

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09 agosto 2009

O famoso seu Oswaldo

Imagine esperar 45 minutos por um sanduíche, num banco desconfortável e sem petiscar nada. Não tem nem uma batatinha frita para distrair enquanto o lanche não chega. Daí fica pronto e você já está com má vontade e louca para dizer que o lugar é ruim, apertado, desconfortável e sem ventilação. Então você dá uma mordida... E se apaixona pelo lanche. Esquece o desconforto, esquece o aperto, esquece tudo. Pede mais um. E aceita esperar mais... É bom assim o sanduíche do seu Oswaldo.

Pra achar o seu Oswaldo não é muito simples. Fica na rua Bom Pastor, 1659, no Ipiranga. Se você estacionar na rua General Lecor, por exemplo, que é a travessa anterior, você vai caminhando pela Bom Pastor e passa umas três lanchonetes, todas com cara parecida e com o nome escondido - talvez para pegar alguns clientes desavisados que confundem o lugar. Mas, se você tiver mais paciência, vai ver uma lanchonete lotada. É ali.

Sem mesas, apenas cadeiras altas e balcões. Dois a quatro caras numa linha de produção bem coordenada. 20 hambúrgueres na chapa. Vários pães em outra chapa para esquentar. Refrigerantes de garrafa de vidro. Crianças, senhores, jovens, todos esperando um lanche. Pode sentar. E ter paciência.

O atendimento é informal. Um dos atentendes fala alto detrás do balcão e pergunta o que você quer - e seu nome, para pode chamar depois. Na hora da conta, ele vai perguntar o que você consumiu, então se prepare para lembrar tudo no final. E leve dinheiro ou cheque, porque eles não aceitam nem cartão nem tíquete. A vantagem é que é barato: R$ 6,60 o cheese-salada.

O cardápio só tem sanduíches, então esqueça as batatas com alecrim e alho, ou as onions rings que viraram quase mais importantes que o lanche nas sanduicherias "fancy" da cidade. É hambúrguer, chesseburguer ou misto quente com o que você quiser de acompanhamentos: salada, ovo, bacon, linguiça.

O hambúrguer (bem fininho), o molho e a maionese são feitos por eles mesmo - o que garante o sabor especial do lanche. Ah, tem também a chapa sobrecarregada, que deixa aquela carne com casquinha crocante por fora, como um bom misto-quente de padaria, sabe?

Pra mim, a melhor combinação foi o cheese-salada. Com a maionese provocante, quase azedinha, o molho de tomate bem equilibrado, nada ácido, o queijo bem derretido, o hambúrguer crocante por fora, mas não passado demais, o pão quente, ligeiramente prensado, ligeiramente crocante. Muito bom. Pra ficar perfeito, só pedindo mais um. Ah, já peça dois desde a entrada, senão vai ter que esperar mais meia hora pelo segundo. E o banco é realmente desconfortável...

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