31 maio 2014

De volta ao velho blog - e numa nova casa!

Faz quatro anos que não publico nada nesse blog. É muito tempo! Mas nunca esqueci desse espaço e sempre ensaiei voltar. Agora não vou mais dar desculpas! Então vamos lá!

Nesses quatro anos eu não fiz uma faculdade de gastronomia, infelizmente. Mas eu viajei bastante pelo Brasil e finalmente comi bem em uma viagem aos Estados Unidos (sim, isso é possível! hehehe). Foi numa dessas viagens pelo país, no interior do Rio Grande do Norte, que comi a melhor galinhada com arroz vermelho da minha vida! (Ok, foi a única vez que comi arroz vermelho, mas isso não desmerece o prato porque estava divino!). Também comi um pudim de pão inspirador no Cracked Pepper Bistro, em Fresno, durante uma road trip pela California.

Mais importante de tudo: nesses quatro anos, saí da casa da minha mãe e passei a morar com o Fábio, no nosso cantinho. Agora cozinho praticamente todos os dias. E não foi um "rebaixamento culinário" para me enjoar de fazer arroz e feijão. Pelo contrário! Continuo experimentando, mudando, ousando, transformando as minhas receitas e as dos outros, sempre em direção ao objetivo maior: comer bem.

E tenho mais um ingrediente nessa equação: o tempo. Ou melhor, a falta de tempo. Então a maioria dos pratos se resolve em até quarenta minutos, e dá para fazer cansada depois de um dia de trabalho e de uma sessão de fisioterapia.

Lembrando: não espere um prato de restaurante que só um chef consegue fazer! São receitas feitas em panelas comuns, com instrumentos caseiros e ingredientes que podem ser comprados no supermercado. Bem-vindo à Cozinha de Casa!

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10 maio 2009

Para começar

Eu adoro cozinhar. Cozinhar para mim é alimentar o corpo e a alma. E eu cozinho de nariz. Bom, se as pessoas tocam instrumentos “de ouvido”, eu posso cozinhar de nariz, não?

Não é só uma brincadeira. Na prática, são os sentidos ‘menos valorizados’ que me guiam entre as panelas: o cheiro, o barulho, a textura... É impressionante como essas informações passavam despercebidas antes para mim e hoje fazem toda diferença. Comece a reparar... A cozinha se torna uma experiência muito mais interessante.

São pensamentos como esse que você vai ler por aqui. Além de receitas, coisas que deram certo, pratos que deram errado, conhecimentos que aprendi aqui ou acolá, um lugar gostoso para comer, experiências gastronômicas que tive pelo Brasil e pelo mundo, livros e blogs que gosto de ler... Basicamente, dicas e pensamentos de quem cozinha em casa, usando panelas, instrumentos e máquinas que você encontra numa casa normal, além de comida que você pode comprar em feiras e mercados, sem ser chef de cozinha.

Afinal, eu não sou chef. Não fiz faculdade de gastronomia, nem curso nenhum do tipo (não me orgulho disso, eu queria ter feito!) O máximo que eu fiz foi passar uns 20 dias numa fazenda no interior da Ligúria, na Itália, espiando a dona fazer o almoço e o jantar. Foi onde eu passei a dar mais importância para o cheiro e para a aparência da comida durante o preparo, em vez de me prender nas instruções da receita, já que as palavras não me serviam muito por lá.

Mas não cozinho só por instinto. Eu adoro livros, e concentro minhas aquisições em técnicas culinárias e na química da cozinha - nada de aditivos, estou falando de entender por que a clara em neve fica em pé ou desanda dependendo do jeito que você faz, por exemplo. Gosto de ler sobre o modo mais fácil de desossar um frago, ou entender como a proteína do ovo dá sustentação a uma mousse. Eu adoro saber o que está acontecendo na panela. Isso é fundamental na hora de decidir se faço a carne no forno, na grelha, na wok ou na panela de pressão, por exemplo.

E as receitas? Bom, adoro comida italiana, indiana, mexicana, cubana e brasileira. Picante, confortável, provocante, exagerada, equilibrada. Depende do meu momento.

Hum, estou com fome. Vamos lá?

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